quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

The Flanders em contagem regressiva para lançamento de DVD

24/01/2011

Flanders (foto: Anna C. Negri)

Banda vive expectativa para lançamento do primeiro DVD
A banda The Flanders está contando os dias para o lançamento do primeiro DVD da carreira. Gravado em agosto passado, em Campinas (SP), o álbum está em fase final de edição.
Bem humorados, os integrantes da banda falaram com o jornalismo da CODIMUC sobre os bastidores da gravação, a ansiedade pelo lançamento e revelaram que o DVD será inovador no meio católico.

– O DVD marca os 10 anos de carreira da banda. Como foi a decisão de gravar um DVD nesse ano histórico?


Coelho - O ano de 2010 começou com o sonho do DVD. Sem dúvida nenhuma, era nosso maior objetivo, pois o Flanders estava completando 10 anos de vida. Era um momento histórico. Só não sabíamos por onde nem como começar. Na época, estávamos sem uma parceria de gravadora, sem apoio nenhum e, pela experiência que tivemos com o CD Reverso, que foi lançado de forma independente, sabíamos que fazer tudo por conta própria seria sacrificante demais e até “quase” impossível, pensando no investimento que teríamos que fazer.
Mesmo sabendo de tudo isso, começamos a discutir possibilidades. O nome da Lize (Borba – designer e diretora de arte da CODIMUC) foi citado como ponto de partida. Em contrapartida, ela sugeriu uma conversa direta com o Eraldo (Mattos, diretor da CODIMUC). A partir dessa conversa, o DVD realmente começou a tomar forma. Um pouco antes disso, me lembro de ver o Tchelão entrar na sala de ensaio e afirmar: “Galera, nós vamos gravar o DVD!” Aquilo nos deixou bem preocupados (risos).
Enfim, não há dúvida nenhuma de que Deus foi colocando cada peça, cada pessoa neste projeto, um a um em seu devido tempo. Como um quebra-cabeça, tudo foi acontecendo, clareando e aí chegou a hora da correria.

- E aí, depois de confirmar a gravação do DVD, como foi a produção?

Tchelão – Quando percebemos que o DVD sairia de fato, foi a hora da correria absurda, pois tínhamos pouquíssimo tempo para realizar tanta coisa. Numa conversa com a equipe da CODIMUC, que foi a gravadora que nos disse sim, que é a nossa parceira neste projeto tão lindo, decidimos os passos e prazos que teríamos que seguir e respeitar.
Entramos em estúdio para começar a escolher o repertório. Deu trabalho…muito trabalho! (risos).
A partir dessas decisões, partimos para os arranjos, e esse processo se seguiu até praticamente um dia antes da gravação. Em paralelo com o trabalho no estúdio, com as músicas, trabalhávamos também com toda a divulgação do evento, o que nos deixou simplesmente exaustos.
Era muita coisa para resolver em pouco tempo, mas Deus esteve lado a lado com a equipe toda. Se não fosse o nosso Amado, certamente não teríamos concluido este trabalho.

– O que os fãs da banda podem esperar desse trabalho?

Tchelão – Esse DVD, sem dúvida nenhuma, é o resumo dos 10 anos de história da banda The Flanders. Inicialmente, não queríamos planejar o repertório baseado nos 10 anos, queríamos nos desprender da linha do tempo do Flanders, mas foi simplesmente impossível. À medida em que decidíamos o repertório, percebíamos que estávamos de fato correndo pelos 10 anos de vida do ministério.
Dentre várias decisões do repertório, optamos por incluir músicas que não tocávamos há muitos anos e ou tocávamos muito pouco. Decidimos também realizar algumas surpresas, como por exemplo alterar o ritmo de uma música tradicional de forma radical (risos). Preparamos um show com a cara do Flanders: músicas dos três CDs, com muita energia. Com nossas mensagens cheias de felicidade,  queremos, nesse DVD, aproximar os jovens de um Deus amoroso, cuidadoso, que muitos ainda desconhecem.

– Certamente vocês têm acompanhado a pós-produção do DVD. O que vocês podem adiantar para o público?

Coelho - A pós-produção está fantástica. A edição de imagem, por exemplo, vem com um propósito muito inovador, diferente do que o mercado tem oferecido. Saímos da mesmice, do padrão e decidimos inovar. Assim é o Flanders e assim é a CODIMUC. São histórias que se esbarram e correm juntas, para o mesmo lado.
Temos como característica maior do ministério The Flanders a inovação. Não temos medo do novo e o público sempre espera de nós esse algo novo. Quando voltamos a trabalhar com a CODIMUC, nesse DVD, sabíamos que acima de tudo estaríamos de volta à nossa casa, que seríamos muito respeitados e que teríamos respaldo para estar alguns passos à frente. Estávamos certos.
A Lize é um imenso talento, além de amiga, irmã, de inteligência e visão ímpares. Também tem o fato de gostar demais da nossa história. Isso é fundamental em um trabalho artístico. Temos também um grande parceiro no trabalho de áudio, que é o Tiago Mattos. Um grande amigo, atencioso, estudioso, detalhista. É outro grande profissional. Como afirmei, esse DVD promete em todos os sentidos. No dia da gravação do DVD, para onde olhávamos não víamos uma equipe e sim amigos. Esse é o diferencial do DVD: foi feito com amor, carinho, respeito e entre amigos…para Deus.

– Como está a expectativa para o lançamento?

Coelho - Imensa. Foi tanto trabalho, que o que está  nos “corroendo” por dentro é a expectativa de ver o DVD finalizado, para comemorar juntos à gravadora, amigos, familiares e fãs. Todos os dias recebemos muitas mensagens de pessoas ligadas ao Flanders, todas carregadas de muita ansiedade e expectativa, perguntando-nos sobre o lançamento. É incrível o número de pessoas correndo lado a lado com o Flanders, neste projeto tão especial. Esperamos que, acima de tudo, este material possa dar ótimos frutos e que ajude a transformar muitas vidas.

– Após o lançamento do DVD, vocês estão planejando alguma turnê especial?

Tchelão - Sim. Fizemos reuniões com nossa produtora para alinhar todos os detalhes para este ano. Decidimos metas a curto, médio e longo prazo, discutimos prós e contras do trabalho realizado em 2010.
Estamos aguardando a finalização da arte do DVD para começar a preparar toda produção de palco para a turnê 2011 DVD Flanders. Estamos muito focados, alinhados e animados demais com 2011 que será outro ano de muitas alegrias e bons frutos. Preparem-se, pois em 2011 o Flanders vem forte.

– Deixem uma mensagem para a galera que curte o som de vocês e que certamente vai curtir esse novo trabalho.

Coelho – Amigos, irmãos, aguardem um pouco mais, um pouco mais de paciência. Se aguardamos 10 anos para ver o DVD do Flanders, um mês a mais ou a menos não fará diferença (risos).
Este DVD foi e está sendo feito com muito amor por todas as pessoas envolvidas. A equipe da banda, a CODIMUC, o Marcelo Duarte, o Francis Botene, o Adriano e Haroldo, do Anjos de Resgate, equipe de captação de imagem, Jomario e família, Eraldo e Cris, enfim, todos nos disseram sim e fizeram tudo por amor.
Esse DVD é uma homenagem a vocês, ao nosso amor por Deus. Esse trabalho é um presente de Deus e o recebemos com muito amor. Use esse DVD como ferramenta de transformação de Deus na vida de suas famílias e entre seu amigos.
Obrigado a todos que nos disseram sim, que nos acolheram, que nos respeitam com nossas virtudes e falhas.
Amamos vcs! Deus é Deus e vice e versa (risos).

Fonte: www.codimuc.com.br

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Lápis

Artigo Canal de Formações
As lições que aprendi com o lápis!


É tempo de escrevermos uma nova história


Certa vez, alguém, bem inspirado, disse que a vida é um eterno aprendizado, no qual os dias sempre surgem como a oportunidade de aprendermos novas lições. Nestes dias, por exemplo, tenho sido particularmente sugerido por alguns ensinamentos do lápis. Inicialmente, fiquei fascinado com uma frase de Madre Teresa de Calcutá, que olhando para sua vocação, conclui: “Não sou nada, senão um instrumento, um pequeno lápis nas mãos do meu Senhor, com o qual Ele escreve aquilo que deseja”. Quando me deparei diante desse fragmento, fiquei surpreso por encontrar tantas lições veladas em um simples objeto, lições importantes que, se bem aprendidas, nos sugerem uma gama de significados para a nossa vida, nossa história, nossa vocação.


14/01/2011 - 10h00 - Jerônimo Lauricio (Discipulado 2011 - CN)
Não gostaria de ser metódico ao discorrer sobre os ensinamentos apresentados pelo lápis, contudo, penso que inevitavelmente o serei, pelo desejo de juntos explorarmos sua riqueza, tal como o garimpeiro se dispõe quando encontra uma mina. Com o lápis aprendemos, primeiro: a lição da confiança e do abandono em Deus. Ele nos sugere que podemos fazer grandes coisas, mas não devemos nos esquecer de que existe uma Mão que guia nossos passos, uma Mão que deseja nos conduzir. É preciso nos submetermos a essa Mão, deixando-nos ser conduzidos e orientados por ela, ainda que não seja do modo como gostaríamos que fosse. Um lápis, sem uma mão que o tome e o oriente, não tem muito sentido.
A segunda lição:  na vida da gente, depois de algum tempo tempo, precisamos ser apontados. Passar pelo apontador não deve ser muito agradável ao lápis, mas para que a ponta fique evidente e apropriada para a escrita, ele precisa se deixar cortar. E deixar-se "cortar na carne". É bem verdade que temos medo do "apontador", e isso acontece porque sabemos que afiar a ponta significa quase sempre cortar excessos, aparar o que está sobrando, tirar o que não precisamos mais, e isso é muito difícil, embora seja necessário para o nosso crescimento. A beleza escondida nessa lição nos leva a uma terceira: ao passar pelo apontador, o lápis foi cortado em sua parte externa, mas também em seu interior. O grafite também foi modelado, renovado. Passou por um processo educador, porque educar, ex-ducere, quer dizer, em latim, "evocar a verdade"; tirar, extrair, trazer para fora o novo. O que realmente importa no lápis, não é simplesmente a madeira ou seu aspecto externo, mas sobretudo, o grafite que está dentro. Para que a escrita fique perfeita, a ponta precisa ser feita por inteiro, daí a importância do cuidado com aquilo que acontece em nosso interior.
A quarta lição: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. A necessidade da borracha nos faz abandonar atitudes e vícios, nos faz mudar comportamentos, mentalidade, convicções... E nos faz olhar em outras direções, pedir perdão, voltar atrás, recomeçar, superar o egoísmo e a autossuficiência. É interessante como, de um modo admirável, o lápis nos ensina a necessidade que temos da "borracha" quando estamos diante do erro.
Finalmente, a quinta lição é que o lápis sempre deixa uma marca. Tudo o que fazemos, de algum modo, marca as pessoas, e marca, sobretudo, nós mesmos. A qualidade dessas marcas sempre resulta das escolhas que fazemos diante daquelas outras lições. É preciso deixar as boas marcas para as quais o lápis foi gerado. Se ainda não as [boas marcas] deixamos, é tempo de recomeçar. É tempo de escrevermos uma nova história. É preciso, tal como o lápis, nos abandonarmos. O tempo é agora. O tempo é neste dia que se chama HOJE. Um Bom Mestre está sentado à mesa e à Sua frente há um lápis, um apontador, uma borracha e uma folha em branco assinada. Ele olha para a folha, toma o lápis em Sua  Mão e concorda com Santo Agostinho dizendo: “Ter fé, isto é, se abandonar, é assinar uma folha em branco e deixar que Deus escreva nela com o lápis da nossa vida o que quiser”.
Seu irmão,
Canal de Formação - cancaonova.com

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Santos de Calça Jenas

A coragem de tomar decisões definitivas

Ser jovem é muito bom. É nessa fase da vida que nossos sonhos desabrocham, é nessa fase da vida que queremos mudar tudo e todos. Uma fase de fazer a diferença! "Deus faz a diferença. Mais ainda: Deus nos faz diferentes, nos faz novos" (Bento XVI). Unir minha jovialidade à certeza de que Deus está comigo é totalmente possível, Ele não me tira nada, pelo contrário, me dá tudo! Ele se faz meu amigo no presente e tem a minha história na Sua mão: nela segura firmemente o meu passado, com as fontes e os alicerces do meu ser; nela guarda ansiosamente o futuro e me faz vislumbrar a mais bela alvorada de toda a minha vida. É com essa mão forte que conto quando caio e não quero ficar largado no chão. Ele tem a voz que ecoa no silêncio do meu coração me acordando para a vida. "Quando o jovem não se decide, corre o risco de ficar uma eterna criança!" (Bento XVI). Não quero ser criança, quero crescer! Quero me decidir! Hoje me decido a ser santo! Santo de calça jeans. Tomo a coragem de ter decisões definitivas porque sei que, na verdade, são as únicas que não destroem a minha liberdade, mas criam a justa direção, possibilitando-me seguir em frente e alcançar algo de grande na vida. Algo que me é garantido! A vida eterna! Dentre todas as minhas decisões! Encontra-se esta: Quero ser santo de calça jeans. Quero estar no mundo; e saber saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não quero ser mundano! Sou cristão! Sou católico! E me decido a amar esta Igreja que é viva e é jovem! E você, qual a sua decisão? Comentando aqui você tem a chance de ganhar a coletânea de pregações "10 anos de PHN". Comente qual a sua decisão?

02/04/2009 - 07h00 - Adriano Gonçalves

adriano@geracaophn.com

Adriano é apresentador do programa Revolução Jesus. Vai ao ar todas as quartas-feiras a partir das 23h e com reprise aos domingos a partir das 17h na TV Canção Nova. Programa jovem que tem como finalidade levar o telespectador a um encontro profundo e determinante com Jesus.

domingo, 9 de janeiro de 2011

A escola do dia-a-dia

Outro dia, eu estava na capela, contemplando uma gravura da Família de Nazaré e pensando em Jesus, Maria e José, sobre como é difícil viver o dia-a-dia, como é difícil para nós viver o ordinário, a rotina.
Quando a gente lembra ou lê sobre a vida dos santos ou de grandes nomes da história, por mais completa que seja uma biografia, a gente só consegue enxergar os momentos pontuais da vida da pessoa. Isso acontece também com a própria Família de Nazaré. Só enxergamos os momentos pontuais: a anunciação, o caminho para Belém, a procura por abrigo, o nascimento, a visita dos reis e dos pastores, a fuga para o Egito, a volta para a Judéia, etc. Mas o dia-a-dia, o sol a sol, trabalhando, vivendo cada hora, cada momento, tudo lento, normal, corriqueiro, ordinário, é muito difícil.
Eu acredito que é justamente aí onde se escondem os atos heróicos das pessoas. Muito mais do que naqueles momentos pontuais em que os objetivos, as histórias se concretizaram. Esperar, dia a dia, que os desígnios de Deus se cumprissem naquele menino, que se sabia ser diferente, mas que no dia-a-dia se mostrava tão normal, acredito que não era nada fácil. Viver o corriqueiro é a grande escola de Deus na vida da gente. Nós nos preparamos para viver o extraordinário, não para o ordinário, para o dia-a-dia. Na escola, na sociedade, sempre nos preparam para tirar a nota dez, para passar no vestibular, para passar no concurso, ser o melhor. Sempre momentos pontuais.
Ninguém nos prepara para viver um dia depois do outro, o agora, o hoje. Não somos treinados para os fracassos e sucessos do dia-a-dia, para viver o ordinário da vida. E o pior (ou o melhor) é que Deus se manifesta justamente no ordinário.
Veja lá o exemplo da mulher samaritana (Jo 4, 4-14): Era mais um dia na vida dela. Estava na rotina de pegar água no poço, coisa que ela fazia várias vezes todos os dias. E em uma dessas vezes, naquele dia, que para ela era igual aos outros, Jesus apareceu e mudou toda a vida dela. Era mais um dia para ela, mas era o dia propício para Deus se manifestar.
Ou a gente se prepara para encontrar Deus no ordinário de nossas vidas ou vamos passar o resto da vida esperando o extraordinário acontecer para poder se realizar, se decidir, tomar uma atitude. E isso pode nunca acontecer. Como o extraordinário não é comum e por isso não sabemos quando vai acontecer, pode ser que ele aconteça e a gente não veja, não perceba ou simplesmente não esteja preparado no momento.
O mesmo aconteceu com Moisés (Ex 3, 1-10). Na rotina dele de pastorear o rebanho, no ordinário do dia-a-dia, se deu o extraordinário. Naquele dia, igual aos outros, mais um dia de rotina, ele foi um pouco mais além e encontrou a sarça ardente. Quer dizer… Não foi bem ele que encontrou a sarça ardente, foi ela que quis ser encontrada por ele. É Deus se manifestando no cotidiano. É engraçado como que, ao falar sobre a história de Moisés, a primeira coisa que lembramos é da fuga do Egito, do Mar Vermelho aberto para que o povo passasse a pé enxuto. Normalmente não se fala dos anos e anos em que ele viveu como um simples pastor de ovelhas. Sem saber, estava sendo preparado, na escola do dia-a-dia, para se tornar o pastor do povo de Deus.
Imagine os longos anos que separaram a fuga de Moisés do Egito, depois que matou um soldado, até esse momento de encontrar a sarça ardente e receber revelação da sua missão. Como Deus vai ensinando, vai treinando sem que a gente se dê conta. Para nós é só o dia-a-dia, o ordinário, a rotina… Para Deus, é a nossa escola. Uma escola que nos prepara para aquilo que ele quer de nós e que ainda não fazemos idéia do que seja.

Esperança

Sete dicas para não perder a esperança

Ricardo Sá
Foto: Wesley Almeida
Deus quer falar ao nosso coração para continuarmos nossa caminhada. Um cristão que não se sente a caminho está perdido. E esse caminho é um caminho difícil, pois Jesus já disse: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24b). A crucificação não é um caminho fácil, mas também não é um caminho triste.

“Não ajunteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6, 19-21)

É preciso viver nesta terra sabendo que ela não é nossa pátria, por isso devemos viver nela construindo nossa casa no céu. Isso é um mistério grande demais, mas se você não entra nele [neste mistério], você está fora do plano que Deus tem para você. Precisamos viver nesta terra com "link" ligado no céu. Muitas coisas nesta terra nos são oferecidas, muita "felicidade". Mas esta terra é um lugar de sofrimento, basta olharmos para Jesus, que foi perseguido.

"Se eu não rezo, perco Jesus. Se perco Jesus, perco a esperança."Ricardo Sá
Foto: Wesley Almeida


Mas temos um convite para que caminhemos com alegria e muita consciência para o céu. Darei a vocês 7 dicas de como não perder a esperança:

Primeira dica: Jesus é a esperança. Se eu não rezo, perco Jesus. Se perco Jesus, perco a esperança. A nossa vida de oração é igual a nossa vida com relação aos nossos alimentos, ao meio-dia comecei a sentir fome, então, tive que comer. A minha oração é feita daquilo que eu faço e não daquilo que penso; não adiantaria nada eu ficar pensando na comida e não comê-la. E a Igreja nos oferece a Palavra de Deus para que rezemos com ela, e não tem como ler a Sagrada Escritura fazendo outra coisa; é necessário nos dedicarmos à oração.

Esperança perde-se, pois nos distanciamos da Esperança Personificada: Jesus Cristo. Nós precisamos rezar, ir à capela, ter um tempo só para nós e Deus, nos confessar, rezar o terço, estudar a Palavra, adorar a Jesus. É preciso nos achegarmos ao Nosso Senhor; e isso só é possível orando.

Essa é a dica mais importante, pois Jesus é a nossa esperança.

Segunda dica:
Exercite a esperança. Ela é uma virtude. Jesus é tão bom que, além de Ele ser nossa esperança, Ele mesmo nos dá forças para que a exercitemos. Se não exercitamos a esperança, ela morre. Abra um sorriso, desfranza a testa! Dê um olhar de esperança, apesar dos problemas, pois todos os temos.

Jesus nos diz: “Não vos preocupeis com nada”, pois já teve quem se preocupou por você e até morreu por você na cruz!

Terceira dica: Cerque-se de esperança. Procure pessoas que o ajudarão a crescer, a olhar para as coisas e ter esperança. Olhe ao seu redor e veja quem pode ajudá-lo a ter esperança, pois essa pessoa está cheia de Jesus.

Quarta dica: Fuja da maledicência. Quem fala dos outros para você, fala de você para outros. Nunca ninguém morreu porque deixou de falar; ao contrário, tem mais paz, é mais feliz. Não conseguimos ficar quietos, queremos ficar sabendo de tudo e passar para frente.

Quinta dica:
Cuide de alguém, dedique-se a alguém, pois, senão, você vira uma ilha e perde a sensibilidade quanto aos outros. Dessa forma, você perde a esperança, pois você só olha para si mesmo e perde a vontade de fazer o outro feliz. Ninguém aprende a cuidar de si se não aprende a cuidar do outro. Nós fomos feitos para o outro.

Sexta dica:
Tenha amigos mestres. Você precisa ter uma pessoa, no máximo duas, para partilhar tudo e ajudá-lo nas situações que vive. Alguém com que você fala sem medo das palavras, abrindo o coração para que possa ser ajudado, na esperança, a seguir em frente nos seus propósitos, para que você tenha propósitos na vida cristã. Um diretor espiritual.

Sétima dica:
Escute Jesus, que é a nossa esperança. Exercitemo-nos na escuta a Jesus Cristo. Essa dica é tão importante como a primeira, eu preciso parar para escutá-Lo, identificar a voz d'Ele em meio a tantas vozes.

Como ter esperança sem escutar Jesus? Essa dica une-se à primeira: orar, dar a Jesus o seu ouvido, reclinar seu ouvido ao Coração d'Ele, pois Ele quer falar com você, orientá-lo, dar-lhe palavras de salvação dia a dia.

A sétima dica é esta: escute Jesus. E como? Exercitando-se na oração, pegando o terço e rezando a jaculatória: “Fala-me, Jesus, ensina-me a Te escutar”.

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

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Ricardo Sá
Consagrado da Comunidade Canção Nova, cantor e compositor.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011


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Ano novo, coração novo




Um coração envelhecido é aquele que desistiu de amar




Estamos acostumados aos rituais, às comemorações, às celebrações. Quando um ano se encerra e outro se inicia, celebramos o Dia da Paz, a confraternização entre os povos. Quando um novo ciclo se inicia, somos convidados a renovar algo em nós. Quem sabe, neste novo ano, possamos ter um coração novo.
O coração é a metáfora dos sentimentos, das intenções. Um coração envelhecido é aquele que desistiu de amar, que não acredita na humanidade e que, consequentemente, se fecha. E é, por isso, solitário. A solidão pela ausência do amor envelhece o coração.
As desculpas para um coração envelhecido recaem nas decepções com as pessoas que amamos.
Reclamamos dos erros dos outros, lamentamos as atitudes incorretas de nossos irmãos e, assim, optamos pelo fechamento. Vivemos condenando nossa triste situação. Pais, filhos, amigos, parece que não há ninguém de valor a nosso lado. Pensamos como seria bom se eles mudassem, se eles melhorassem.
No ano que passou, vivi momentos de muita emoção. Um deles ao lado de meu querido irmão Dunga. Eu fazia uma pregação em um grupo de oração em Presidente Prudente (SP). Enquanto isso, ele compunha o refrão de uma música. A reflexão era sobre as mudanças que temos de fazer para que nosso irmão seja mais feliz. E o refrão diz exatamente isto: "Quem tem que mudar sou eu, para que você seja mais feliz".
Eu escrevi o restante da música que fala em aprendizado, em perdão, em saber ouvir, em lembrar que não há ninguém perfeito. E que talvez precisemos do tempo da boa ingenuidade de volta, do sorriso leve, dos sonhos dos primeiros encontros.

O tempo pode ser uma boa escola. Ele nos ensina a tolerância, o respeito às limitações do outro e às nossas próprias limitações, a bondade no julgar. É uma lição de vida a reflexão de Madre Teresa de Calcutá: "Quem julga as pessoas, não tem tempo para amá-las".
Às vezes, os pais exigem dos filhos algo que não podem dar. O inverso é verdadeiro. E na relação entre o casal também. Cada ser é único. E talvez grande parte dos erros não sejam intencionais.

Meu irmão, não espere que o outro mude. Mude você. Diga à pessoa que você ama: "Quem tem que mudar sou eu, para que você seja mais feliz". E, se precisar, complete com o pensamento de Madre Teresa: Não vou perder tempo julgando, quero gastar esse tempo amando.
E é esse o convite para o novo ano. A consciência de que a sua família será melhor se você for melhor. Que o seu trabalho será melhor se você for melhor. Que o mundo, esse grande coração que pulsa, será renovado se o seu coração for renovado.

Feliz ano novo, feliz coração novo.




30/12/2010 - 08h30 - Gabriel Chalita
Canal de Formação - cancaonova.com